Importância das redes sociais em entidades culturais

Trabalhar com as redes sociais de entidades sem fins lucrativos, cujo objetivo principal é divulgar a cultura de um determinado segmento é um desafio prazeroso. Não é um trabalho fácil, pois exige dedicação, com atualização diária e muita pesquisa. Por isso, escrevo aqui um pouco de minha experiência como voluntária na Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e Assistência Social (Bunkyo), desde setembro do ano passado.

No dia 15 de janeiro de 2012, eram 1417 fãs no Facebook do Bunkyo. É muito gratificante ver que a cada publicação, o curtir dos fãs é automático. Até hoje, tivemos o maior número de curtir em uma publicação de Ano Novo, em 31 de dezembro de 2011, com o post de “Feliz 2012!” e uma arte abordando o Ano do Dragão (http://on.fb.me/AuwZTy). Foram 57 curtir, 11 comentários e 38 compartilhamentos.

A entidade ainda tem um potencial enorme de crescimento. O olhar da diretoria mudou após o Fórum de Integração Bunkyo (#FIB11), em 29 e 30 de outubro de 2011, que teve como tema principal as redes sociais. Muitos acreditavam que a maioria dos participantes nem saberiam o que era o Facebook, o que conseguimos provar o contrário, pois a maioria dos participantes está marcada na foto principal do evento.

A principal questão deixada no evento foi usar as redes sociais para ser uma entidade mais social. André Rosa, especialista em web, define bem essa questão. “O pior erro é achar que mídias sociais são um mero canal de divulgação. Muitos ignoram a questão do diálogo e acabam adotando estratégia similar daquele papel de ofertas que chega à garagem de sua casa, jogadas por alguém. Ocorre muito com o e-mail, que dá o mesmo efeito de spam”.

Por isso, deixo aqui algumas dicas para as entidades que possuem como metas primordiais promover e incentivar atividades culturais em geral: interaja com seus fãs, não os deixe falando sozinho em sua fanpage, curta ao máximo outras páginas que gostaria de se relacionar, aproveite a presença maciça da imprensa. Quem sabe a sua entidade consegue engatar diversas pautas interessantes por meio de sua fanpage?

*Texto feito especialmente ao Blog Mídia8! 

Um dia emocionante de voluntária e a paixão nikkei

O texto da blogagem coletiva de Samatha Shiraishi, por conta do Dia Internacional do Voluntário, em 05/12, que descobri no último sábado, me inspirou e me faz sentir contente em relembrar uma ação voluntária recente minha e de meu marido, Fernando. A ida à Fundação Casa de Franco da Rocha para ministrar uma palestra sobre tênis de mesa, em 26 de setembro.

Um dia de tênis de mesa na Fundação Casa

Karin Midori, professora de Educação Física, entrou em contato comigo e me passou todos os detalhes: seriam 84 internos, de 14 a 18 anos, queria que contasse minha experiência de mesa-tenista na época da seleção, interagisse com eles, etc.

Nós e os monitores da Fundação Casa

Fundação Casa é a antiga Febem. Por isso, ao ouvir a palavra Franco da Rocha, vinha na mente algumas rebeliões. Mas nada disso me afetava, e sim, o que me deixava ansiosa era se aqueles 84 meninos iriam prestar atenção em nossa palestra.
A viagem foi grande até o local, estrada de terra, o local é bem afastado da cidade. A chegada na Fundação requer várias checagens. Por medida de segurança, celular e máquina não entram. Só levamos o essencial: material de tênis de mesa.
Como disse nesse post, passamos momentos muito emocionantes. Contei minha experiência no esporte, os estágios no Japão e na China, as diversas viagens ao exterior para torneios, treinos rigorosos, como foi jogar pela seleção. E posso dizer com orgulho, lembrando do olhar deles, que aqueles meninos de cabelo raspado, bermuda, camiseta e chinelo estavam mesmo prestando atenção. Pois, no final, vários vieram perto de mim, me chamando de “senhora”, para perguntar se falava japonês e chinês, e que dissesse algumas palavras para eles.
Para interagir, fizemos o desafio de saques. A fila era enorme e os meninos entravam várias vezes nela para tentar pegar o saques do Fernando. Dois deles conseguiram, distribuímos prêmios e nos divertimos muito.
Foi um dia muito emocionante. Não imaginávamos o quanto essa ação voluntária seria marcante para nossas vidas.

Paixão nikkei

Outra ação voluntária recente em minha vida é a atualização das mídias sociais (Facebook e Twitter) da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e Assistência Social – Bunkyo.

Meu contato com a comunidade começou muito cedo, aos 6 anos, quando comecei a jogar tênis de mesa. Aos 13, comecei a minha saga pela seleção brasileira, até os 21 anos. Exatamente, aos 21, entrei na faculdade de Jornalismo. A descoberta e paixão pelo mundo nikkei ocorreu mesmo em 2002, em meu primeiro estágio no Jornal São Paulo Shimbun. Dois anos depois, trabalhei no Jornal Nippo-Brasil, e foram quase cinco anos de aprendizado sobre a comunidade nipo-brasileira.
Quando iniciei a busca por um sonho, de trabalhar com mídias sociais, recebi o convite de integrar a Comissão de Comunicação do Bunkyo e, desde setembro, atualizo as redes sociais da entidade.
A oportunidade de continuar o contato com as minhas raízes, além de fazer parte de uma equipe nota 10, me motiva diariamente a ser uma profissional melhor em minha área.
Para finalizar, gostaria de deixar registrado o que significa hoje ser voluntária:

SER VOLUNTÁRIA É REALIZAR AS VONTADES DE SUA ALMA PARA QUE TENHA O MELHOR SUCESSO DESSA VIDA: SER FELIZ! :)

*Muito obrigada, Samantha, por essa oportunidade de escrever algo tão bonito. Admiro muito o seu trabalho.

Mídias sociais no IV Fórum de Integração Bunkyo – #FIB11

Foi com muita emoção que conseguimos cumprir o objetivo de usar todo o potencial das mídias sociais no IV Fórum de Integração Bunkyo – #FIB11, nos dias 29 e 30 de outubro. Ferramentas como Facebook e Twitter foram essenciais para integrar todos os participantes do evento: palestrantes, inscritos (dos mais jovens aos mais velhos), voluntários e organizadores.

Shodi Nomura, Henry Arimura, Rodrigo Meikaru, Claudio Kurita, Kelly Nagaoka, Celina Yamao, Flávia Arakaki e Victor Kobayashi

Foi a primeira vez que a Comissão de Comunicação do Bunkyo trabalhou de forma integrada e inseriu as mídias sociais com destaque no #FIB11. Liderada por Cláudio Kurita, a comissão formada por mim, Flávia Arakaki, Rodrigo Meikaru, Celina Yamao, Claudio Sampei, Osmar Maeda, Edwin Hasegawa e Shodi Nomura implantou com muito empenho as atualizações nas redes sociais. Jovens do Seinen Bunkyo e de outras entidades de todo o Brasil ajudaram a espalhar as informações sobre o evento na internet.

O objetivo de divulgar e espalhar as novidades do #FIB11 no facebook.com/bunkyo e o Twitter @bunkyonet foi alcançado com muito esforço. Parabenizo a todos que usaram essas ferramentas para levar o IV Fórum de Integração Bunkyo ao conhecimento do maior número de pessoas.

Passei dois dias emocionantes e intensos. O desafio de ser uma das palestrantes em um evento com Içami Tiba e Jun Sakamoto foi imenso. Ansiosa por natureza, treinei muitas vezes com meu marido, Fernando, a apresentação. E, graças à paciência e dicas dele, consegui tornar a palestra mais objetiva.

Ver a movimentação na página de Facebook e Twitter da entidade faz ver que valeu muito a pena investir nossos esforços nesse objetivo de transformar a entidade em um ambiente mais social.

O post da foto oficial do #FIB11 reuniu a maioria dos participantes, com marcações do perfil no Facebook. O espaço desmitificou a ideia que poucos conheciam as redes sociais. A surpresa foi ver após o evento que líderes de mais idade são usuários da rede social mais popular do mundo, como Bernardo Tibana (presidente da Associação Esportiva e Cultural Nipo-Brasileira de Campo Grande), Kiyoji Nakayama (presidente da Associação Cultural de Mogi das Cruzes) e Anacleto Hanashiro (secretário geral do Bunkyo).

Após chegar em casa, a sensação foi de extrema felicidade e de dever cumprido.

 

 

 

A aventura de cobrir sozinha os nikkeis no Pan 2007

Demorou, mas saiu. Ao ver o Pan de Guadalajara, precisava escrever um pouco da experiência de cobrir sozinha, pelo Jornal Nippo-Brasil, os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007.

Essa matéria deu um trabalho... Pesquisar toda a parte histórica, ver o arquivo do jornal.rs

Já fazia anos que trabalhava no jornal semanal. Ficava mais na parte de internet. Quando começou a divulgação dos atletas nipo-brasileiros no torneio, percebi a importância do jornal cobrir o evento, já que desta vez era no Brasil e seria pertinho, no Rio.

Meses de antecedência para falar com a diretora. Ela gostou da ideia. Mas precisava antes conseguir um hotel barato. Muitas pesquisas e só hospedagem cara. E um milagre aconteceu. Naquela época, viajava algumas vezes ao Rio para acompanhar meu marido a trabalho. Ele, que é fanático por escalada, aproveitava para trabalhar e escalar. Mas daquela vez eu não queria acompanhá-lo na escalada e decidi passear sozinha pelas ruas cariocas. Um pouco perdida, tinha o telefone de uma amiga carioca, árbitra de tênis de mesa. Quis pedir dicas de passeio e lembrei que, em breve, teria o Pan e da possibilidade de estar de volta em poucos meses. E, surgiu, através daquele telefonema do orelhão em pelo centro da cidade, o meu ingresso ao Pan por meio da querida Sonia Helt: “Kelly, se quiser, pode se hospedar em casa”. Essa frase mágica foi uma das responsáveis por eu cobrir o Pan pelo Nippo-Brasil.

Muitas reuniões, alguns receios por eu ir sozinha, mas no final deu certo. Consegui passar cerca de 2 semanas no Rio para cobrir os 51 nikkeis no Pan.

Dia a dia da cobertura

Era uma loucura. Dormia cerca de 3 a 4 horas por dia. Fazia o planejamento. Via quais atletas tinham mais chances de medalha. Estava cada hora em um lugar. Ou era na natação, para cobrir Lucas Salatta, Tatiane Sakemi, Diogo Yabe e Mariana Katsuno, ou no judô, para ver Danielle Yuri, na esgrima para acompanhar Heitor Shimbo, etc.

Colegas de jornalismo nikkei e não nikkei estavam presentes, como Eric Akita e Luciana Kulba (Nippak), Flávio Perez (Rádio Eldorado), entre outros. Na sala de imprensa estavam os maiores veículos de comunicação do Brasil, aqueles que um dia sonhava em trabalhar. As equipes contavam com pelo menos um fotógrafo. E eu, sozinha, escrevia e fotografava, e agradecia o presente de estar lá. Obrigada, Suzana! :)

Agradeço também ao William Takamoto, Ciro Saito, Patrícia Baer, Nobu Taka, Helder Horikawa, toda a equipe do jornal que ajudou a fazer uma boa cobertura do Nippo-Brasil no evento.

Escrever diariamente para o site e fazer matérias especiais ao jornal semanal foi uma experiência e tanto. Já tinha feito isso pelo iG, na Universíade – Jogos Mundiais Universitários de Pequim/2001, em meu primeiro ano de jornalismo na Metodista. Com isso, posso afirmar que a essência do jornalismo eu vivenciei com todas as letras por duas vezes!

Curiosidade

Voltei à redação logo após o recorde de medalha de ouro do mesa-tenista Hugo Hoyama. Dois dias depois, já estava de volta ao Rio para cobrir a ginástica rítmica, com Luisa Matsuo, e os saltos ornamentais, com Tammy Galera. E quase não pude ver nunca mais os jogos. Na estrada, o carro girou na pista molhada na Serra das Araras. Por muita sorte, não passava nenhum carro. O único problema foi o pneu furado. Chegamos cedinho no Rio, lá pelas 5h da manhã, e acordamos a amiga Sonia.

Tive aula de Jornalismo Freelance há menos de uma semana. Contei um pouco dessa história e o professor gostou. Isso me incentivou mais a escrever e mostrar um pouco dos detalhes que vivi no dia a dia do Pan de 2007.

Mais fotinhos no Facebook.

 

Começa hoje o melhor evento nikkei do ano: Festival do Japão!

De hoje até domingo acontece o maior festival de cultura japonesa do Brasil, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo! O Festival do Japão terá diversos shows, atrações culturais, danças típicas, culinária, exposições especiais e atividades para as crianças, reunindo público de 190 mil pessoas. Imperdível!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

O que mais amo nesse evento é a gastronomia. Por isso, geralmente tento ir os 3 dias para experimentar os diversos pratos diferentes que a festa oferece. Entenda mais abaixo!

DESTAQUE: PRAÇA DE GASTRONOMIA

A culinária típica das 47 províncias que formam o Japão estará presente ao evento. É a oportunidade de apreciar pratos que não constam dos cardápios habituais dos restaurantes japoneses de São Paulo, pois são pratos regionais, de características familiares.

Confira a lista de províncias aqui.

E-mkt

14º Festival do Japão

Data: 15, 16 e 17 de julho de 2011
Local: Centro de Exposições Imigrantes
Rodovia dos Imigrantes, km 1,5, São Paulo
Ônibus gratuito no metrô Jabaquara
Ingressos antecipados: R$ 8,00
Ingressos no dia: R$ 10,00

Entrada gratuita:
Todos os dias – Crianças até 8 anos e idosos acima de 65 anos e escoteiros uniformizados
Sexta – atletas e esportistas federados (com carteirinha)

SITE: http://www.festivaldojapao.com/
FACEBOOK: www.facebook.com/festivaldojapao
TWITTER: @festivaldojapao
YOUTUBE: www.youtube.com/festivaldojapao