Um dia emocionante de voluntária e a paixão nikkei

O texto da blogagem coletiva de Samatha Shiraishi, por conta do Dia Internacional do Voluntário, em 05/12, que descobri no último sábado, me inspirou e me faz sentir contente em relembrar uma ação voluntária recente minha e de meu marido, Fernando. A ida à Fundação Casa de Franco da Rocha para ministrar uma palestra sobre tênis de mesa, em 26 de setembro.

Um dia de tênis de mesa na Fundação Casa

Karin Midori, professora de Educação Física, entrou em contato comigo e me passou todos os detalhes: seriam 84 internos, de 14 a 18 anos, queria que contasse minha experiência de mesa-tenista na época da seleção, interagisse com eles, etc.

Nós e os monitores da Fundação Casa

Fundação Casa é a antiga Febem. Por isso, ao ouvir a palavra Franco da Rocha, vinha na mente algumas rebeliões. Mas nada disso me afetava, e sim, o que me deixava ansiosa era se aqueles 84 meninos iriam prestar atenção em nossa palestra.
A viagem foi grande até o local, estrada de terra, o local é bem afastado da cidade. A chegada na Fundação requer várias checagens. Por medida de segurança, celular e máquina não entram. Só levamos o essencial: material de tênis de mesa.
Como disse nesse post, passamos momentos muito emocionantes. Contei minha experiência no esporte, os estágios no Japão e na China, as diversas viagens ao exterior para torneios, treinos rigorosos, como foi jogar pela seleção. E posso dizer com orgulho, lembrando do olhar deles, que aqueles meninos de cabelo raspado, bermuda, camiseta e chinelo estavam mesmo prestando atenção. Pois, no final, vários vieram perto de mim, me chamando de “senhora”, para perguntar se falava japonês e chinês, e que dissesse algumas palavras para eles.
Para interagir, fizemos o desafio de saques. A fila era enorme e os meninos entravam várias vezes nela para tentar pegar o saques do Fernando. Dois deles conseguiram, distribuímos prêmios e nos divertimos muito.
Foi um dia muito emocionante. Não imaginávamos o quanto essa ação voluntária seria marcante para nossas vidas.

Paixão nikkei

Outra ação voluntária recente em minha vida é a atualização das mídias sociais (Facebook e Twitter) da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e Assistência Social – Bunkyo.

Meu contato com a comunidade começou muito cedo, aos 6 anos, quando comecei a jogar tênis de mesa. Aos 13, comecei a minha saga pela seleção brasileira, até os 21 anos. Exatamente, aos 21, entrei na faculdade de Jornalismo. A descoberta e paixão pelo mundo nikkei ocorreu mesmo em 2002, em meu primeiro estágio no Jornal São Paulo Shimbun. Dois anos depois, trabalhei no Jornal Nippo-Brasil, e foram quase cinco anos de aprendizado sobre a comunidade nipo-brasileira.
Quando iniciei a busca por um sonho, de trabalhar com mídias sociais, recebi o convite de integrar a Comissão de Comunicação do Bunkyo e, desde setembro, atualizo as redes sociais da entidade.
A oportunidade de continuar o contato com as minhas raízes, além de fazer parte de uma equipe nota 10, me motiva diariamente a ser uma profissional melhor em minha área.
Para finalizar, gostaria de deixar registrado o que significa hoje ser voluntária:

SER VOLUNTÁRIA É REALIZAR AS VONTADES DE SUA ALMA PARA QUE TENHA O MELHOR SUCESSO DESSA VIDA: SER FELIZ! :)

*Muito obrigada, Samantha, por essa oportunidade de escrever algo tão bonito. Admiro muito o seu trabalho.