Emoções no Baby Barioni: jovens se destacam em torneio de tênis de mesa

No dia 23 de maio, a convite da Fundação CASA, estive no Baby Barioni para fazer uma pequena demonstração e incentivar os atletas com  minha história no esporte. Robson, motorista da entidade, muito gentil, me buscou às 7h40, em Taubaté. Foi bem no dia da greve do metrô. Após o último pedágio, tudo parado. Fiquei apreensiva se chegaríamos a tempo. A apresentação seria às 11h. Felizmente, só nos atrasamos 20 minutos. Tinham mais 3 mesa-tenistas de São Paulo convidados, mas não conseguiram chegar, devido ao caos no transporte.

Torneio Estadual de Tênis de Mesa da CASA, no Baby Barioni

Torneio Estadual de Tênis de Mesa da CASA, no Baby Barioni

Hora da abertura. Comentei um pouco de minha experiência no tênis de mesa. Resumo: 6 anos (início). Aos 11, primeira viagem internacional para Argentina na Confraternidad Desportiva Internacional Nikkei, em Mar Del Plata. Aos 13, primeiro título internacional (campeã Sul-Americana Infantil). Aos 14, estágio de três meses na Butterfly de Tóquio. Aos 15, segundo título Sul-Americano, na Venezuela. Uma das maiores superações de minha vida. Perdia o segundo set por 17 a 9 de uma venezuelana na final do torneio. Imagina a torcida dela, sendo o último jogo do campeonato. Praticamente era o ginásio todo! Virei (21  a 18), depois ganhei o terceiro set de 21 a 14. Quando venci, o pessoal do Brasil saiu correndo na quadra e ainda me pegaram e me jogaram para cima. Que alegria!!! Aos 16, estágio de 2 meses em Xangai. Morei na casa do técnico. Quando voltei, um ano depois, consegui me classificar para o primeiro Mundial Adulto, em Manchester. Depois, chegou a fase dos estudos. Ainda joguei dois Mundiais Universitários (Bulgária e Pequim). Anos depois, ajudei na organização do livro “Tênis de Mesa – Teoria e Prática”. Hoje, ainda tenho contato com o esporte, jogando pelas Prefeituras e me divertindo no Sesi de Taubaté. Esse ano, represento São José do Rio Preto. Enfim, foi isso que falei e falaram também resumidamente de mim na abertura do torneio para incentivar os atletas…

Agradeço imensamente toda a equipe da Fundação CASA pela oportunidade de ter prestigiado o torneio. Fiquei emocionada na abertura e tive que me segurar para não chorar. Vendo aqueles meninos e meninas, pensei que muitos passaram por diversas experiências complicadas, mas com o tênis de mesa conseguiram ter uma vida mais feliz. :)

 

Matéria no site da Fundação CASA:

CASAs Rio Novo, Sertãozinho, Maestro Carlos Gomes, Cerqueira César II e Chiquinha Gonzaga venceram campeonato da Fundação CASA

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Fotos: Eliel Nascimento/FCASA

Concentração, agilidade, raciocínio rápido e estratégia. Com alguns desses ingredientes os adolescentes dos CASAs Rio Novo, de Iaras, no masculino, e Cerqueira César II, de Cerqueira César, no Feminino, venceram o III Torneio Estadual de Tênis de Mesa da CASA. O evento esportivo aconteceu nesta quarta-feira (23 de maio), no Conjunto Poliesportivo Baby Barioni, em São Paulo.

Na modalidade feminina, em segundo e terceiro lugares ficaram duas jovens do CASA Chiquinha Gonzaga, da capital. Já no masculino, um adolescente do CASA Sertãozinho ficou em segundo, seguido pelo jovem do CASA Maestro Carlos Gomes, de Campinas. Todos os adolescentes levaram medalhas – de ouro, prata e bronze, respectivamente -, além de troféu para os primeiros colocados.

Cerca de 160 adolescentes internados em 76 centros de atendimento socioeducativo da Fundação CASA participaram da terceira edição do evento. Na abertura, a atleta Kelly Nagaoka, que integrou a seleção brasileira entre os anos de 1993 e 2000, jogou duas partidas de demonstração com dois adolescentes que participaram do torneio.

Ao todo, 144 adolescentes de 72 centros socioeducativos masculinos e 12 jovens de quatro centros femininos disputaram as partidas em eliminatórias simples: o vencedor de cada jogo seguiu para a etapa posterior.

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Foto: Eliel Nascimento/FCASA

Como nas edições anteriores, a Federação Paulista de Tênis de Mesa apoia o torneio com o empréstimo do material esportivo usado para a prática da modalidade. A Secretaria Estadual de Esporte, Lazer e Juventude também é parceira com a cessão do Conjunto Poliesportivo.

“Mesmo que o foco do tênis de mesa nos centros socioeducativos seja recreativo no começo, para o torneio os adolescentes treinaram bastante”, afirma o gerente de Educação Física e Esporte da Fundação CASA, Carlos Alberto Robles.

Equipe da Fundação CASA me recebeu com muito carinho!!!! Muito obrigada!

Equipe da Fundação CASA me recebeu com muito carinho!!!! Muito obrigada!

A ciência como ferramenta no tênis de mesa

Matéria da USP para divulgar o lançamento do livro “Tênis de Mesa – Teoria e Prática”, em 2006. Sou uma das organizadoras. Foi uma honra enorme organizar um livro aos 26 anos.

Raquete na mão, bolinha de um lado para o outro, e a rede no meio do caminho. O tênis de mesa é um esporte aparentemente simples – tanto que faz sucesso como passatempo, recebendo o apelido de “pingue pongue”. Mas, para seus praticantes de alto nível, a modalidade exige técnicas refinadas e uma observação apurada do jogo, além de aprimorados treinamentos.

E esses treinamentos, como em todos os esportes, têm como base a experiência de técnicos e praticantes. Mas uma mãozinha da ciência sempre ajuda – e é isso que o livro Tênis de Mesa: Teoria e Prática tenta trazer. A obra é uma compilação de textos de 13 autores, sob organização da jornalista Kelly Nagaoka e dos pesquisadores Cristina Akiko Iizuka e Welber Marinovic – este último, mestre em educação física pela Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP. Além de Marinovic, outros pesquisadores da EEFE assinam textos na obra.

Divulgação e literatura

A ciência pode ajudar no treinamento do tênis de mesa através do estudo dos movimentos desenvolvidos pelos seus atletas – “que é um esporte baseado em movimentos de interceptação”, como explica o professor Cássio de Miranda Meira Júnior, da EEFE, um dos co-autores do livro. Meira aponta que a base do tênis de mesa está em interceptar a trajetória feita pela bolinha – e a maneira como essa interceptação é feita é o que define o sucesso ou fracasso de um atleta no jogo.

“Analisamos os tipos de rebatidas realizadas pelos atletas, e verificamos quais são as que apresentam melhores resultados”, comenta o professor. A idéia é que, com base na análise científica descrita no livro, treinadores orientem seus atletas a baterem corretamente na bola para obterem melhores resultados na partida.

Para desenvolver seu texto para o livro, Meira recorreu a publicações destinadas inicialmente a outros esportes, como tênis e vôlei. São duas as razões pelo uso de literatura de outras modalidades: uma é que a adaptação de conceitos é possível de se fazer, já que tratam-se, no caso, de esportes baseados em movimentos de interceptação. A outra razão é a carência de publicações específicas voltadas para o tênis de mesa.

Sobre essa questão da carência de publicações, a jornalista Kelly Nagaoka aponta que é hora do tênis de mesa receber mais espaço no Brasil – justamente para deixar de ser visto como “pingue pongue”, um passatempo, e efetivamente como um esporte. “Precisamos de mais divulgação, de mais mídia envolvendo o tênis de mesa”, diz a jornalista. Ela conta que na China o esporte é um dos mais populares do país, a ponto dos atletas receberem status de estrela, como os jogadores de futebol por aqui.

Trazer a academia e a ciência para o esporte, estreitar a relação entre as duas áreas pode ser uma saída para aumentar o interesse pelo tênis de mesa no Brasil. Afinal, se o treinamento se aprimorar, melhor será o nível dos atletas e possivelmente o País teria um ídolo na modalidade, o que de imediato atrai mais praticantes e admiradores. “No livro, procuramos, além de sugerir métodos de treinamento, falar mais da história do tênis de mesa e de como o esporte se desenvolveu no Brasil”, diz Kelly.

Desde o básico

Mas a análise técnica do tênis de mesa não se resume aos movimentos mais complexos ou mais vistosos, como uma cortada; ela também é necessária em ações aparentemente simples, como o ato de segurar a raquete.

O pesquisador Rogério Hirata, do Laboratório de Biofísica da EEFE, desenvolveu para o livro um estudo cinemático dos movimentos básicos do esporte. A análise teve como base a biomecânica, área na qual Hirata é especialista. “Descrevemos os movimentos básicos do esporte, e com base nos estudos sugerimos quais os modos corretos para executá-los”, explica o pesquisador, mestre pela EEFE. Para realizar seus estudos, Hirata analisou fotos, filmes e jogadores em ação “in loco” – e, com base nos cálculos, sugeriu métodos para treinamento.

Texto: Olavo Soares

Fonte: USP Online

Lista de desejos 1

Compartilho aqui para  que não me esqueça mais a minha lista de desejos nesta vida que já se concretizaram:

1 – Ter uma família excelente.
2 – Casar com uma pessoa muito especial.


3 – Viver intensamente um esporte, como foi com o tênis de mesa, onde conquistei diversos títulos importantes, como bicampeã Sul-Americana, campeã do Abertos dos EUA, participação em Mundiais, etc. E com ele conhecer mais de 10 países (Japão, China, Inglaterra, EUA, Bulgária, Peru, Curaçao, Chile, Argentina, Portugal, Espanha, México e Guatemala).

4 – Entender a importância de uma amizade em diversas fases da vida. Obrigada: Erikinha, Livia, Aki, Cínthia, Michelle, Midori, Mari, Walerye, Aily, Cacau, Raquel, Tati, Dani, Lyanne, Monica, Marta, Ilka, Vanessa, Herica, Helena, Aline, Mayumi, Joelma, Camila, Miriam, Minako, Marcia, Xanda…

5 – Ganhar dois quadros lindos do  artista plástico Carlos Kubo.
6 – Aprender mais sobre feng shui com a querida Mariângela Pagano e a designer de interiores Cida Moraes por meio da Editora Online.
7 – Organizar dois livros: “Tênis de Mesa – Teoria e Prática” (Phorte Editora) e “Em Sintonia com a Vida” (Zennex Editora).


8 – Ser editora-chefe das revistas femininas Zero e Vitta.

 
9- Viajar com minha queridíssima avó, mãe, marido e sogrinha para Bonito.