Novidade: Nagaoka Mídias Sociais

Em dezembro de 2012, tive que tomar uma decisão difícil: pensar melhor sobre o cuidado com o nome da empresa. A opção foi por Nagaoka Mídias Sociais. Então, resolvi criar junto com Fernando Mori Miyazawa, um novo site (http://www.nagaoka.com.br) e blog (http://www.nagaoka.com.br/blog/).

Com essa nova criação, ficou mais difícil atualizar o kellynagaoka.com. Por isso, agora a ideia é compartilhar aqui um conteúdo mais pessoal. Quem sabe, coloco em breve algumas histórias sobre a minha vida antes das mídias sociais?

É muito provável que o assunto maior seja sobre tênis de mesa e as viagens para quase 15 países, em cerca de dez anos dedicados ao esporte. Outro tema que dominou minha vida foi a comunidade nikkei. Trabalhar no São Paulo Shimbun e Jornal Nippo-Brasil fez com que minha admiração pelos nipo-brasileiros ficasse mais acentuada.

Outras experiências marcantes que o tênis de mesa e a comunidade nikkei trouxeram à minha vida foram a organização e lançamento de dois livros (“Tênis de Mesa: Teoria e Prática” e “Em Sintonia com a Vida”), a pesquisa do documentário “Brilho Imenso, a história de Cláudio Kano” e a visita à embaixada do Brasil, quando participei da Universíade – Jogos Mundiais Universitários, em Pequim.

Mídias sociais
Lembrando mais uma vez, pensou em mídias sociais nas empresas? Então, visite o blog da Nagaoka Mídias Sociais! :)

Twitter e tênis de mesa são destaques em comercial da Vivo

Matéria da Exame, de Carlos Merigo (Brainstorm9) mostra uma ação muito legal com o tênis de mesa!

Vivo desafia a jogar ping-pong e tuitar ao mesmo tempo
Para promover o 3G Plus, operadora criou uma nova modalidade de tênis de mesa

Ao invés da raquete, os jogadores rebatem a bolinha com um iPhone e, ao mesmo tempo, precisam escrever “ping” ou “pong” no Twitter. Cada vez que a palavra for escrita corretamente – e o juiz acompanha o que foi digitado no telão – o jogador ganha um ponto.

A criação é da África.

Foi muito legal ver alguns meninos da ADR Itaim Keiko nesse comercial, além do Jonas Almeida, apresentador do Vanguarda Mix, no Vale do Paraíba.

- Desafio no Facebook da Vivo

Brilho Imenso, a história de Cláudio Kano na ESPN em 6 e 19 de julho

Trabalhei como pesquisadora, durante 1 mês, na primeira fase do documentário de Cláudio Kano, em janeiro de 2012. Foi uma experiência incrível reencontrar pessoas tão importantes do esporte, como Maurício Kobayashi, Biriba, Emiko Takatatsu, Ricardo Inokuchi, Silnei Yuta, Marola, Aristides Nascimento, Manoel Medina, Minoru e Mitiko Kano, entre outros.

É muito emocionante saber que o documentário “Brilho Imenso, a história de Cláudio Kano” está pronto e será exibido na ESPN Brasil, em 6/07, às 18h, e na ESPN HD, em 19/07, às 23h. Parabéns, Denis Kamioka e toda a equipe da Paranoid!

Confira o trailer:

Emoções no Baby Barioni: jovens se destacam em torneio de tênis de mesa

No dia 23 de maio, a convite da Fundação CASA, estive no Baby Barioni para fazer uma pequena demonstração e incentivar os atletas com  minha história no esporte. Robson, motorista da entidade, muito gentil, me buscou às 7h40, em Taubaté. Foi bem no dia da greve do metrô. Após o último pedágio, tudo parado. Fiquei apreensiva se chegaríamos a tempo. A apresentação seria às 11h. Felizmente, só nos atrasamos 20 minutos. Tinham mais 3 mesa-tenistas de São Paulo convidados, mas não conseguiram chegar, devido ao caos no transporte.

Torneio Estadual de Tênis de Mesa da CASA, no Baby Barioni

Torneio Estadual de Tênis de Mesa da CASA, no Baby Barioni

Hora da abertura. Comentei um pouco de minha experiência no tênis de mesa. Resumo: 6 anos (início). Aos 11, primeira viagem internacional para Argentina na Confraternidad Desportiva Internacional Nikkei, em Mar Del Plata. Aos 13, primeiro título internacional (campeã Sul-Americana Infantil). Aos 14, estágio de três meses na Butterfly de Tóquio. Aos 15, segundo título Sul-Americano, na Venezuela. Uma das maiores superações de minha vida. Perdia o segundo set por 17 a 9 de uma venezuelana na final do torneio. Imagina a torcida dela, sendo o último jogo do campeonato. Praticamente era o ginásio todo! Virei (21  a 18), depois ganhei o terceiro set de 21 a 14. Quando venci, o pessoal do Brasil saiu correndo na quadra e ainda me pegaram e me jogaram para cima. Que alegria!!! Aos 16, estágio de 2 meses em Xangai. Morei na casa do técnico. Quando voltei, um ano depois, consegui me classificar para o primeiro Mundial Adulto, em Manchester. Depois, chegou a fase dos estudos. Ainda joguei dois Mundiais Universitários (Bulgária e Pequim). Anos depois, ajudei na organização do livro “Tênis de Mesa – Teoria e Prática”. Hoje, ainda tenho contato com o esporte, jogando pelas Prefeituras e me divertindo no Sesi de Taubaté. Esse ano, represento São José do Rio Preto. Enfim, foi isso que falei e falaram também resumidamente de mim na abertura do torneio para incentivar os atletas…

Agradeço imensamente toda a equipe da Fundação CASA pela oportunidade de ter prestigiado o torneio. Fiquei emocionada na abertura e tive que me segurar para não chorar. Vendo aqueles meninos e meninas, pensei que muitos passaram por diversas experiências complicadas, mas com o tênis de mesa conseguiram ter uma vida mais feliz. :)

 

Matéria no site da Fundação CASA:

CASAs Rio Novo, Sertãozinho, Maestro Carlos Gomes, Cerqueira César II e Chiquinha Gonzaga venceram campeonato da Fundação CASA

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Fotos: Eliel Nascimento/FCASA

Concentração, agilidade, raciocínio rápido e estratégia. Com alguns desses ingredientes os adolescentes dos CASAs Rio Novo, de Iaras, no masculino, e Cerqueira César II, de Cerqueira César, no Feminino, venceram o III Torneio Estadual de Tênis de Mesa da CASA. O evento esportivo aconteceu nesta quarta-feira (23 de maio), no Conjunto Poliesportivo Baby Barioni, em São Paulo.

Na modalidade feminina, em segundo e terceiro lugares ficaram duas jovens do CASA Chiquinha Gonzaga, da capital. Já no masculino, um adolescente do CASA Sertãozinho ficou em segundo, seguido pelo jovem do CASA Maestro Carlos Gomes, de Campinas. Todos os adolescentes levaram medalhas – de ouro, prata e bronze, respectivamente -, além de troféu para os primeiros colocados.

Cerca de 160 adolescentes internados em 76 centros de atendimento socioeducativo da Fundação CASA participaram da terceira edição do evento. Na abertura, a atleta Kelly Nagaoka, que integrou a seleção brasileira entre os anos de 1993 e 2000, jogou duas partidas de demonstração com dois adolescentes que participaram do torneio.

Ao todo, 144 adolescentes de 72 centros socioeducativos masculinos e 12 jovens de quatro centros femininos disputaram as partidas em eliminatórias simples: o vencedor de cada jogo seguiu para a etapa posterior.

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Foto: Eliel Nascimento/FCASA

Como nas edições anteriores, a Federação Paulista de Tênis de Mesa apoia o torneio com o empréstimo do material esportivo usado para a prática da modalidade. A Secretaria Estadual de Esporte, Lazer e Juventude também é parceira com a cessão do Conjunto Poliesportivo.

“Mesmo que o foco do tênis de mesa nos centros socioeducativos seja recreativo no começo, para o torneio os adolescentes treinaram bastante”, afirma o gerente de Educação Física e Esporte da Fundação CASA, Carlos Alberto Robles.

Equipe da Fundação CASA me recebeu com muito carinho!!!! Muito obrigada!

Equipe da Fundação CASA me recebeu com muito carinho!!!! Muito obrigada!

Torneio Estadual de Tênis de Mesa da Fundação CASA

Reproduzo a matéria do site da Fundação CASA. Se tudo der certo, hoje estarei no Baby Barioni para mais uma grande experiência por conta do tênis de mesa.

Em sua 3ª edição, evento conta com apoio da Federação Paulista de Tênis de Mesa; atletas profissionais farão jogos de demonstração

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Fotógrafo: Eliel nascimento

Cerca de 160 adolescentes internados em 76 centros de atendimento socioeducativo da Fundação CASA participam nesta quarta-feira (23 de maio) do III Torneio Estadual de Tênis de Mesa da CASA. Quatro atletas profissionais da Federação Paulista de Tênis de Mesa, parceira do evento esportivo, farão jogos demonstrativos para os jovens.

As partidas acontecem no Conjunto Poliesportivo Baby Barioni, em São Paulo, a partir das 11h. Na cerimônia de abertura, os atletas Murilo Dias, Guilherme Matos, Leine Agata (mudanças de última hora, no site, está a Monica Doti) e Kelly Nagaoka realizarão jogos demonstrativos.

Leine Agata é uma atleta de destaque, que tem bolsa nos Estados Unidos, e Kelly Nagaoka integrou a seleção brasileira entre os anos de 1993 e 2000. Guilherme Matos já foi campeão paulista na categoria mirim e Murilo Dias também já ficou em terceiro lugar nas categorias juvenil e juventude de São Paulo. Eles defendem o Clube Jundiaiense.

Ao todo, 144 adolescentes de 72 centros socioeducativos masculinos e 12 jovens de centros femininos disputam em eliminatórias simples: o vencedor de cada jogo segue para a próxima etapa.

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Fotógrafo: Eliel nascimento

O primeiro colocado de cada chave disputará as finais. Os três primeiros colocados ganharão medalhas de ouro, prata e bronze, além de troféu para o vencedor da competição.

Como nas edições anteriores, a Federação Paulista de Tênis de Mesa apoia o torneio com o empréstimo do material esportivo usado para a prática da modalidade. A Secretaria Estadual de Esporte, Lazer e Juventude também é parceira com a cessão do Conjunto Poliesportivo.

“Mesmo que o foco do tênis de mesa nos centros socioeducativos seja recreativo no começo, para o torneio os adolescentes treinam bastante”, afirma o gerente de Educação Física e Esporte da Fundação CASA, Carlos Alberto Robles. “Eles desenvolvem agilidade e capacidade de atenção e de concentração.”

III Torneio Estadual de Tênis de Mesa da CASA

Data: quarta-feira, 23 de maio, a partir das 11h

Local: Conjunto Poliesportivo Baby Barioni

Endereço: Rua Germaine Buchard, 451, bairro da Água Branca, São Paulo

- Link da matéria no site da Fundação CASA.

- Matéria sobre a palestra de tênis de mesa na Fundação CASA, em setembro de 2011.

- Mais detalhes sobre a experiência de jogar tênis de mesa na Fundação CASA de Franco da Rocha.

Documentário “Cláudio Kano, o Atleta do Detalhe”

Tive o privilégio de conhecer e conviver em treinos e torneios com o grande mesa-tenista Cláudio Kano, que nos deixou em 1996 por conta de um acidente de moto.

O que mais lembro com carinho de Cláudio foi o dia que ele reuniu diversas meninas, no Mc Donald’s da Juscelino. Era o início dos anos 90. Ele queria nos passar a experiência dele da Suécia. Destacou a parte de preparo físico que precisávamos melhorar muito. Lembro que ele estava muito suado. rs

Como é interessante lembrar do Cláudio, dessa atitude tão bonita de preocupação com o tênis de mesa feminino. Foi uma bela atitude de um líder.

Também me ajudava nos treinos, assim como Hugo Hoyama, na época que eu defendia o clube ADR Itaim Keiko.

Depois de iniciar o esporte, em 1986, treinar firme a partir dos anos 90 até 2000/2001, jogar pela seleção, estagiar no Japão e na China, competir em diversos países interessantes, organizar o livro “Tênis de Mesa – Teoria e Prática”, em 2006, agora ganhei mais um presente por meio de minha ferramenta de trabalho: Facebook. Desde a semana passada, faço parte da equipe do documentário “Cláudio Kano, o Atleta do Detalhe” na área de pesquisa. A produtora está em busca de vídeos, histórias e fotos com o querido Cláudio (e-mail: memoriakano@paranoidbr.com).

Cláudio será um dos homenageados e imortalizados em documentários produzidos com recursos do programa Petrobras Esporte & Cidadania, por meio do projeto Memória do Esporte Olímpico Brasileiro, realizado em parceria com a ESPN Brasil.

Saiba mais:

Fonte: Memória do Esporte

Cláudio Kano deixou sua marca no tênis de mesa brasileiro e mundial

Cláudio Kano não chegou a ser um medalhista olímpico. Mas sua carreira, desconhecida para a maioria dos brasileiros, reúne elementos muito especiais, que revelam o perfil não só de um grande atleta, mas de um verdadeiro ídolo. Estudioso e detalhista, Kano começou a praticar o tênis de mesa com apenas 9 anos de idade. Dono de um estilo único de jogo, foi cinco vezes campeão brasileiro, quatro vezes campeão sul-americano, seis vezes campeão latino-americano e ganhou 12 medalhas Pan-americanas.

Cláudio participou de duas Olimpíadas, Seul e Barcelona, e encerraria sua carreira em Atlanta. Sua meta era figurar entre os 8 maiores da competição. Ele havia passado 3 meses no Japão, treinando intensamente, e emagrecera 9 quilos, atingindo o auge de sua forma física. No entanto, um dia antes de embarcar, Kano sofreu um acidente de moto e acabou falecendo. A carreira de um dos maiores mesa-tenistas do Brasil acabava ali.

Contar esta história é uma maneira não só de homenagear a memória de Cláudio Kano, mas também de realizar registro inédito sobre a modalidade em nosso país. Embora seja um esporte extremamente plástico e interessante imageticamente, nunca foi feito um documentário nacional aprofundado sobre o tema.

O filme também pretende divulgar, incentivar e estimular o desenvolvimento futuro deste esporte, o mais popular do mundo – são 40 milhões de praticantes. Aqui, o famoso ping-pong faz parte da vida de muitos brasileiros como brincadeira dinâmica, mas o esporte levado a sério, com estatuto de competição olímpica, ainda tem muito a crescer.

Ficha técnica:

Documentário: “Cláudio Kano, o atleta do detalhe”

Produtora: Dreamonoid Brasil Ltda

Denis Kamioka, diretor do documentário, já jogou tênis de mesa na ADR Itaim Keiko

Diretor: Denis Kamioka (Cisma)

Localidade: São Paulo (SP)

 

Um dia emocionante de voluntária e a paixão nikkei

O texto da blogagem coletiva de Samatha Shiraishi, por conta do Dia Internacional do Voluntário, em 05/12, que descobri no último sábado, me inspirou e me faz sentir contente em relembrar uma ação voluntária recente minha e de meu marido, Fernando. A ida à Fundação Casa de Franco da Rocha para ministrar uma palestra sobre tênis de mesa, em 26 de setembro.

Um dia de tênis de mesa na Fundação Casa

Karin Midori, professora de Educação Física, entrou em contato comigo e me passou todos os detalhes: seriam 84 internos, de 14 a 18 anos, queria que contasse minha experiência de mesa-tenista na época da seleção, interagisse com eles, etc.

Nós e os monitores da Fundação Casa

Fundação Casa é a antiga Febem. Por isso, ao ouvir a palavra Franco da Rocha, vinha na mente algumas rebeliões. Mas nada disso me afetava, e sim, o que me deixava ansiosa era se aqueles 84 meninos iriam prestar atenção em nossa palestra.
A viagem foi grande até o local, estrada de terra, o local é bem afastado da cidade. A chegada na Fundação requer várias checagens. Por medida de segurança, celular e máquina não entram. Só levamos o essencial: material de tênis de mesa.
Como disse nesse post, passamos momentos muito emocionantes. Contei minha experiência no esporte, os estágios no Japão e na China, as diversas viagens ao exterior para torneios, treinos rigorosos, como foi jogar pela seleção. E posso dizer com orgulho, lembrando do olhar deles, que aqueles meninos de cabelo raspado, bermuda, camiseta e chinelo estavam mesmo prestando atenção. Pois, no final, vários vieram perto de mim, me chamando de “senhora”, para perguntar se falava japonês e chinês, e que dissesse algumas palavras para eles.
Para interagir, fizemos o desafio de saques. A fila era enorme e os meninos entravam várias vezes nela para tentar pegar o saques do Fernando. Dois deles conseguiram, distribuímos prêmios e nos divertimos muito.
Foi um dia muito emocionante. Não imaginávamos o quanto essa ação voluntária seria marcante para nossas vidas.

Paixão nikkei

Outra ação voluntária recente em minha vida é a atualização das mídias sociais (Facebook e Twitter) da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e Assistência Social – Bunkyo.

Meu contato com a comunidade começou muito cedo, aos 6 anos, quando comecei a jogar tênis de mesa. Aos 13, comecei a minha saga pela seleção brasileira, até os 21 anos. Exatamente, aos 21, entrei na faculdade de Jornalismo. A descoberta e paixão pelo mundo nikkei ocorreu mesmo em 2002, em meu primeiro estágio no Jornal São Paulo Shimbun. Dois anos depois, trabalhei no Jornal Nippo-Brasil, e foram quase cinco anos de aprendizado sobre a comunidade nipo-brasileira.
Quando iniciei a busca por um sonho, de trabalhar com mídias sociais, recebi o convite de integrar a Comissão de Comunicação do Bunkyo e, desde setembro, atualizo as redes sociais da entidade.
A oportunidade de continuar o contato com as minhas raízes, além de fazer parte de uma equipe nota 10, me motiva diariamente a ser uma profissional melhor em minha área.
Para finalizar, gostaria de deixar registrado o que significa hoje ser voluntária:

SER VOLUNTÁRIA É REALIZAR AS VONTADES DE SUA ALMA PARA QUE TENHA O MELHOR SUCESSO DESSA VIDA: SER FELIZ! :)

*Muito obrigada, Samantha, por essa oportunidade de escrever algo tão bonito. Admiro muito o seu trabalho.

A aventura de cobrir sozinha os nikkeis no Pan 2007

Demorou, mas saiu. Ao ver o Pan de Guadalajara, precisava escrever um pouco da experiência de cobrir sozinha, pelo Jornal Nippo-Brasil, os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007.

Essa matéria deu um trabalho... Pesquisar toda a parte histórica, ver o arquivo do jornal.rs

Já fazia anos que trabalhava no jornal semanal. Ficava mais na parte de internet. Quando começou a divulgação dos atletas nipo-brasileiros no torneio, percebi a importância do jornal cobrir o evento, já que desta vez era no Brasil e seria pertinho, no Rio.

Meses de antecedência para falar com a diretora. Ela gostou da ideia. Mas precisava antes conseguir um hotel barato. Muitas pesquisas e só hospedagem cara. E um milagre aconteceu. Naquela época, viajava algumas vezes ao Rio para acompanhar meu marido a trabalho. Ele, que é fanático por escalada, aproveitava para trabalhar e escalar. Mas daquela vez eu não queria acompanhá-lo na escalada e decidi passear sozinha pelas ruas cariocas. Um pouco perdida, tinha o telefone de uma amiga carioca, árbitra de tênis de mesa. Quis pedir dicas de passeio e lembrei que, em breve, teria o Pan e da possibilidade de estar de volta em poucos meses. E, surgiu, através daquele telefonema do orelhão em pelo centro da cidade, o meu ingresso ao Pan por meio da querida Sonia Helt: “Kelly, se quiser, pode se hospedar em casa”. Essa frase mágica foi uma das responsáveis por eu cobrir o Pan pelo Nippo-Brasil.

Muitas reuniões, alguns receios por eu ir sozinha, mas no final deu certo. Consegui passar cerca de 2 semanas no Rio para cobrir os 51 nikkeis no Pan.

Dia a dia da cobertura

Era uma loucura. Dormia cerca de 3 a 4 horas por dia. Fazia o planejamento. Via quais atletas tinham mais chances de medalha. Estava cada hora em um lugar. Ou era na natação, para cobrir Lucas Salatta, Tatiane Sakemi, Diogo Yabe e Mariana Katsuno, ou no judô, para ver Danielle Yuri, na esgrima para acompanhar Heitor Shimbo, etc.

Colegas de jornalismo nikkei e não nikkei estavam presentes, como Eric Akita e Luciana Kulba (Nippak), Flávio Perez (Rádio Eldorado), entre outros. Na sala de imprensa estavam os maiores veículos de comunicação do Brasil, aqueles que um dia sonhava em trabalhar. As equipes contavam com pelo menos um fotógrafo. E eu, sozinha, escrevia e fotografava, e agradecia o presente de estar lá. Obrigada, Suzana! :)

Agradeço também ao William Takamoto, Ciro Saito, Patrícia Baer, Nobu Taka, Helder Horikawa, toda a equipe do jornal que ajudou a fazer uma boa cobertura do Nippo-Brasil no evento.

Escrever diariamente para o site e fazer matérias especiais ao jornal semanal foi uma experiência e tanto. Já tinha feito isso pelo iG, na Universíade – Jogos Mundiais Universitários de Pequim/2001, em meu primeiro ano de jornalismo na Metodista. Com isso, posso afirmar que a essência do jornalismo eu vivenciei com todas as letras por duas vezes!

Curiosidade

Voltei à redação logo após o recorde de medalha de ouro do mesa-tenista Hugo Hoyama. Dois dias depois, já estava de volta ao Rio para cobrir a ginástica rítmica, com Luisa Matsuo, e os saltos ornamentais, com Tammy Galera. E quase não pude ver nunca mais os jogos. Na estrada, o carro girou na pista molhada na Serra das Araras. Por muita sorte, não passava nenhum carro. O único problema foi o pneu furado. Chegamos cedinho no Rio, lá pelas 5h da manhã, e acordamos a amiga Sonia.

Tive aula de Jornalismo Freelance há menos de uma semana. Contei um pouco dessa história e o professor gostou. Isso me incentivou mais a escrever e mostrar um pouco dos detalhes que vivi no dia a dia do Pan de 2007.

Mais fotinhos no Facebook.

 

Saiu a matéria sobre o dia de tênis de mesa no site da antiga Febem: Atleta faz palestra no CASA Rio Negro!;)

Que bacana ver a matéria sobre nossa palestra de tênis de mesa no site da Fundação CASA!!! Fiz questão de ir com a camiseta da Prefeitura que defendo esse ano: São José do Rio Preto.;)

 Confira o post com mais detalhes sobre esse dia inesquecível de minha vida.

 

 

 

Um dia de tênis de mesa na Fundação CASA de Franco da Rocha

Link sobre esportes no site da Fundação CASA

Quando recebi o convite para dar uma palestra de tênis de mesa na Fundação CASA de Franco da Rocha, a maior ansiedade foi com a minha apresentação. Meu marido, Fernando, que também aceitou esse desafio, deixou em minhas mãos essa tarefa.
Ontem, dia 26, estava uma pilha de nervos. Minha inquietude era saber se aqueles 84 internos teriam interesse mesmo em saber mais sobre tênis de mesa.

 

Dia D
Ida: 1h10 até chegar ao local. Ao chegar, quis saber tudo sobre o dia a dia de Karin, professora de educação física que nos convidou a participar da palestra na Unidade de Internação 25 Rio Negro, unidade da Fundação CASA em Franco da Rocha.
A entrada dos meninos para o espaço de tênis de mesa parecia cena de um filme. Em filas, eles entravam em pequenos grupos. Todos eles de cabeça raspada e uniforme (blusa, bermuda/calça e chinelo azul).
Juntos com diversos professores e coordenadores, os cerca de 84 meninos surpreenderam nossas expectativas. Iniciamos nossa palestra, que aconteceu com muito respeito e carinho por parte de todos.
A interação com eles ocorreu no desafio do saques. Não dava para acreditar na fila para pegar o saques do Fernando. Premiamos quem conseguisse pegar 2 de 5 saques com brindes da Butterfly.
Comentei sobre minha experiência de morar dois meses na China e três meses no Japão, logo no início da palestra. Ao término do encontro, uns 4 meninos vieram: “Senhora, você fala muitas línguas? Quais? Fala chinês? Fala uma palavra para a gente? E japonês?”. Custei a lembrar de uma palavra em japonês. Só veio “itadakimasu” (expressão utilizada antes das refeições e demonstra gratidão). Em chinês, disse “ni hao ma” (tudo bem?). Depois, um outro menino sozinho me pegou de surpresa. “Senhora, me diz algo em japonês”. Respondi: “Anata wa kirei desu” (deixo essa frase para vocês pesquisarem).rs
No final, algo inusitado: uma foto em conjunto com os internos na quadra e a diretora Oscarina Moreira Rodrigues. E depois vários vieram agradecer com um aperto de mão pela palestra.

 

Balanço
Ao sair da Fundação CASA de Franco da Rocha, eu e meu marido estávamos com um grande sorriso no rosto. Da minha parte, posso dizer que essa experiência me deixou uma pessoa mais humana.

 

*É proibido entrar com celular ou máquina fotográfica no local. Por isso, aguardo as fotos e depois posto por aqui.